Siringomas

O siringoma e tumor anexial benigno do ducto sudoríparo ecrino intra-epidérmico. Caracteriza-se por pápulas cor da pele, de um a 5 mm, em geral múltiplas e, as vezes, isoladas, assintomáticas e de ocorrência mais frequente em mulheres adultas. Ocorre predominantemente em indivíduos brancos, porem a ocorrência em mulher negra já foi descrita. A área mais acometida é a face, em particular as pálpebras e as regiões periorbitárias. Apresentações atípicas na face são relatadas como lesões unilaterais múltiplas e confluentes formando placas. Outras localizações relatadas são: tórax, pescoço, regiões glúteas, pubiana e vulvar. Na vulva, as lesões podem ser múltiplas ou solitárias e constituir causa de prurido vulvar. Ha estudos demonstrando a presença de receptores nucleares para progesterona nas glândulas ecrinas de siringomas da vulva, assim como nas glândulas normais da derme profunda dessa região. O siringoma ocorre esporadicamente, mas existem formas familiares, com herança autossômica dominante, que afetam igualmente os dois sexos e parecem representar uma forma de mosaicismo.

A forma eruptiva, em geral, tem inicio abrupto na adolescência, com grande numero de lesões que se tornam disseminadas, surgem em surtos e representam um desafio terapêutico. São citadas associações de siringomas localizados ou da forma eruptiva com a síndrome de Down. Existe uma proposta de classificação para as variantes clinicas do siringoma em quatro formas: localizada, familiar, generalizada (inclui a forma eruptiva) e associada a síndrome de Down. Outras variantes tem sido relatadas, sugerindo a necessidade de ampliar essa classificação.

O diagnostico do siringoma e clinico e histológico. Não são necessários outros exames laboratoriais. Clinicamente, e em alguns casos, dever ser feito diagnostico diferencial com lesões de xantelasma e mílios. No entanto, e comum a associação de lesões de siringoma, xantelasma e mílios nas regiões periorbitárias.

Tratamento

O motivo para tratamento do siringoma é o estético. Raramente, ha necessidade de tratar o prurido, que pode estar presente nas formas eruptivas e localizadas na região vulvar. São indicadas modalidades terapêuticas que visam a destruição ou remoção cuidadosas e efetivas das lesões, buscando evitar recidivas e/ou cicatrizes inestéticas desnecessárias. Assim, a literatura inclui técnicas variadas, tais como: eletro cauterização ou eletro dissecção, excisão cirúrgica, aplicação de alguns tipos de laser ou de técnicas que combinam o uso do acido tricloroacético e o laser de CO2.

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